A CRIAÇÃO

27/12/2011 01:17

A CRIAÇÃO

Gênesis 1: 1-31

A CRIAÇÃO.

INTRODUÇÃO.

 

A bíblia começa com a grande declaração: “No princípio criou Deus os céus e a terra...”.

Na verdade estamos no terreno da fé visto que muitas discussões sobre a criação tem surgido entre os estudiosos do assunto. Crê na criação como está relatada na bíblia é realmente uma questão de fé. No livro de Hebreus, capítulo 11, verso 3 lemos: “Pela fé entendemos (Acreditamos) que o universo foi formado pela Palavra de Deus, de maneira que o invisível veio a existir das coisas que não aparecem”. Essa crença “ipsis literes” no relato bíblico é chamada de “Criacionismo Histórico”.

                Existem outras formas de ver o relato da criação. Citamos por exemplo o Criacionismo Progressista e o Criacionismo Científico.

Situemo-los:
1 - Criacionismo Progressista.

É a corrente que crê que o processo criativo se deu por meio de atividade criativa divina dentro de um mecanismo evolucionista. A idéia principal é que os dias da criação são momentos criativos, e não dias de 24 horas. Aquilo que não se pode explicar por métodos científicos, recorre-se ao poder de Deus. É na verdade uma mistura de evolucionismo e criacionismo ou de Darwin e Deus.

Veja a critica de Francisco Saiz  ao criacionismo progressista:

 

“Diz-se que a Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, do qual se valem eles para provar a existência de seu Deus e Jesus Cristo, seu filho unigênito, foi escrito sob a inspiração divina. O Próprio Deus te-lo-ia escrito, através de homens inspirados por ele, claro. A doutrina cristã ensina que Deus, além de onipotente, é onipresente e onisciente. Sendo dotado de tais atributos, - onisciência e onipresença, - seria de se esperar que Deus ao ditar aos homens inspirados o que deveriam escrever, não se restringisse apenas ao relato das coisas, fatos ou lugares então conhecidos pelos homens. Sendo onipresente, deveria estar no universo inteiro. Conhecê-lo e levá-lo ao conhecimento dos homens, e não apenas limitar-se a falar dos povos ou lugares que todos conheciam ou sabiam existir. Sendo onisciente, deveria saber de todas s coisas de modo certo, correto, exato e assim inspirar ou ensinar. Todavia, aconteceu justamente o contrário. A Bíblia escrita por homens inspirados por Deus onipresente e onisciente, está repleta de erros os mais vulgares e incoerentes, revelando total ignorância acerca da verdade e de tudo mais. Vejamos apenas um exemplo. Diz a Bíblia que o sol, a lua e as estrelas foram criadas em função da terra: para iluminá-la. Seria o centro do universo, então, o que é totalmente falso. Hoje, ou melhor, há muito tempo todos sabemos que a terra é apenas um grão de areia perdido na imensidão do universo, sendo mesmo uma das menores porções que o compõe, inclusive dentro do sistema solar de que faz parte. Como teria Josué feito parar o sol, afim de prolongar o dia e ganhar sua batalha contra os canamitas, sem acarretar uma catástrofe? Decididamente, quem escreveu tais absurdos, sendo homem sujeito a falhas e erros, é perdoável. Entretanto, sendo um Deus onipresente e onisciente, ou por sua inspiração, é inconcebível. E mais inconcebível ainda é que o homem moderno permaneça escravo desta ou de qualquer outra religião. Dispondo de modernos meios de difusão e divulgação da cultura, o homem não pode ignorar o quanto é falsa a doutrina cristã, além de absurda, o mesmo estendendo-se a qualquer outra forma de culto ou religião. Como entender que sendo Deus onipresente e onisciente, não saberia que todos os corpos do universo possuem movimento, e que este os mantém dentro de sua órbita, sem atropelos ou abalroamento?

 

           

 

2 – Criacionismo Cientifico.

 

É a corrente que tenta explicar a origem criacionista do universo através de uma metodologia científica. Esta corrente é na verdade uma tentativa de desacreditar a teoria evolucionista.

Veja também critica de Francisco Saiz  ao criacionismo cientifico:

 

“Vivemos numa era em que a Voyager, um artefato humano fruto de bilhões de anos de evolução da vida, está hoje viajando para fora do sistema solar, rumo a algum outro sistema estelar, levando consigo todo o conhecimento e conquista da humanidade. Uma época em que observamos os confins do Universo pelo telescópio espacial Hubble, e a cada nova descoberta somos obrigados a aumentar a idade do Universo.

E então, numa tranqüila noite, recebemos a notícia de que a primeira fase do processo de pesquisa do genoma humano já foi concluída. Em seguida, ouvimos o presidente americano, certamente um homem culto, dizer que “desvendamos o alfabeto com que Deus escreveu a vida”, como se essa idéia do criacionismo tivesse em alguma coisa contribuído para essa descoberta!

Agora os crédulos de todo o mundo querem se apropriar dessa que é, sem dúvida nenhuma, uma das grandes conquistas da genética, uma ciência que tudo deve à Teoria da Evolução. Com que direito aqueles que sempre combateram as idéias evolucionistas querem agora trazer para si os frutos dela? Isso é fácil de explicar:

Os criacionistas não podem mais contestar a genética como o faziam no passado. Não faria sentido continuar numa batalha na qual eles já estão derrotados. Se não podemos com eles (geneticistas)-- imagino os criacionistas dizendo -- então juntemo-nos a eles. Então, agora, mudaram de estratégia: os genes são o alfabeto de Deus. Isso traria a genética convenientemente para o lado deles, e poderiam continuar combatendo a evolução. Como se fosse possível desvincular genética de evolução.

Mas por que não se rendem aos fatos e aceitam que a evolução existe? Porque isso contradiz a criação bíblica. Se por um lado, cristãos educados já aceitam a evolução, e o próprio Vaticano – o grande bastião criacionista, já tenta conciliar as duas idéias (algo inconciliável), por outro lado o que observamos é que a grande maioria da população não tem acesso à ciência, e suas descobertas são sempre mal compreendidas”.

 

            As questões levantadas são realmente “relevantes” visto que o livro de gênesis é o relato daquilo que segundo a bíblia, aconteceu “no princípio” admitimos que a nossa limitação é grande quanto ao conhecimento dos fatos mas mantemos a nossa crença naquilo que diz a bíblia sobre a criação. É aqui que tomamos a necessária liberdade de pesquisarmos sobre o assunto. Dar a oportunidade para que ateus, expressem aqui sua opinião é feito com o objetivo de nos fazer pensar.

Vamos aos fatos:

           

1 – NO PRINCÍPIO...

 

A palavra “princípio” (reshith) é mais que uma  indicação de tempo. De acordo com  Derek Kidner “As variações sobre este tema em Isaías 40 mostram que o princípio está impregnado do fim, e que o processo todo é presente para Deus, que é o primeiro e o Último”.  A expressão é uma síntese da frase: QUANDO DEUS COMEÇOU A CRIAR.

            De uma vez que a nossa fé é baseada na Palavra de Deus, é importante nos lançarmos com cuidado no estudo desta palavra.

 

POR QUE ESTUDAR A RESPEITO DA CRIAÇÃO.

            Millard  J. Erickson em seu livro Introdução à Teologia diz que existem  6 razões para estudarmos sobre a doutrina da criação:

  1. A bíblia confere a doutrina da criação, grande significado, visto que sua primeira afirmação é: No princípio criou Deus o céu e a terra. (Gn.1:1).
  2. A doutrina da Criação tem ocupado uma parte significativa da crença da igreja, sendo um aspecto importantíssimo de seu emprego e pregação.
  3. Entendimento da doutrina da criação nos ajudará no entendimento de outras doutrinas.
  4. A doutrina da criação ajuda a distinguir o cristianismo de outras religiões.
  5. O estudo da doutrina da criação é um ponto do diálogo potencial entre o cristianismo e a ciência.
  6. É preciso um entendimento minucioso da doutrina da criação, porque às vezes ocorrem grandes discordâncias no âmbito cristão, não apenas com a teoria da evolução mais também com as correntes Criacionistas Progressiva e cientifica.

 

Veja também o que pensa David E. Pratte sobre a importância do Estudo da Doutrina da Criação:

“Alguns parecem acreditar que esta doutrina não é uma parte essencial da fé cristã.

Algumas pessoas ensinam que os dias da criação tenham sido períodos de milhares ou milhões de anos, ou que tais períodos podem ter ocorridos entre os dias de Gênesis 1. Na tentativa de defender estas pessoas, outras dizem que devemos tolerar estas crenças pois a criação não é uma doutrina tão importante. Alguns dizem que o importante é a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus, o nosso batismo e a maneira que o imitamos. Dizem que o relato da criação tem pouco a ver com esses princípios essenciais, então não deve ser visto como algo fundamental para nossa fé.

 

Por que importa se acreditarmos nela ou não?

                                                                                                                                                                                                 

Veremos que entender e aceitar a criação são fundamentais para nossa fé que Deus existe e que a Bíblia é a vontade dele.

Esses assuntos têm de ser resolvidos antes mesmo de considerarmos o significado da morte de Jesus. Se não acreditarmos em Deus e na Bíblia, por que consideraríamos acreditar no sacrifício de Jesus?

Professores no Novo Testamento às vezes lidavam com idólatras que não acreditavam no Deus verdadeiro. Antes mesmo de discutir a morte de Jesus, começaram dando provas que tais pessoas deveriam acreditar em Deus (Atos 14 e 17). Estas provas incluíam a doutrina da criação. A criação definitivamente é fundamental para a fé de um cristão.

Qualquer crença que debilita, deprecia ou enfraquece a doutrina bíblica da criação nisso debilita, deprecia ou enfraquece a fé na existência e natureza de Deus e da Bíblia como palavra de Deus.

Isso é a verdade, não apenas sobre a evolução, mas sobre qualquer visão que enfraquece a doutrina da criação.

Considere algumas maneiras que a própria Bíblia fala que a doutrina da criação é fundamental para nossa fé em Deus e na sua palavra.

 

A criação demonstra a posição do homem.

 

Estudar sobre a criação nos ajuda a entender o que a bíblia prova sobre o homem.

O ensinamento da criação do homem:

O homem foi criado por Deus na sua semelhança e à sua imagem. (Gn.1:26-27)

Deus fez o homem um pouco menor do que os anjos, coroado com glória e honra. (Sl 8:3-5)

A falha em apreciar isso leva ao mau trato de outras pessoas.

Gênesis 9:5-6 – O assassinato de seres humanos é proibido porque os humanos foram feitos à imagem de Deus.

Tiago 3:9-10 – Amaldiçoar os homens é errado porque os homens foram feitos à semelhança de Deus.

A razão pela qual é errado maltratar um outro ser humano é que são à imagem de Deus. Eles são tão importantes para Deus quanto nós. Maltratá-los é maltratar um que é semelhante a Deus.

É por isso que Jesus dizia freqüentemente que a maneira com que tratamos outras pessoas é a maneira que o tratamos (Mateus 25:31-46)”.

 

A falha em entender isso leva a prática de conceitos evolucionários como a “sobrevivência dos mais aptos”, por isso “o poderoso é certo”. As pessoas acreditam que se conseguem dominar os outros, então eles têm o direito de fazer isso porque são mais “aptos”. Manifestações extremas disso foram o Holocausto e os massacres comunistas: eliminar os “inaptos”!

 

David E. Pratte continua seu discurso nestes termos:

 

“Quando entendermos a doutrina bíblica da criação, aprendemos porque é errado maltratar outros seres humanos. Não os fizemos. Não nos pertencem. Pertencem a Deus – o mesmo Deus que nos fez e a quem pertencemos. Compartilham de várias maneiras da sua natureza, então não devemos maltratá-los.

[Malaquias 2:10; Jó 31:13-15; Provérbios 14:31; 17:5; 22:2]

O homem foi criado para ter autoridade sobre os animais e a terra.

O ensinamento da criação

Gênesis 2:7 – Contrário à evolução, o homem não foi criado dos animais. Nós somos fundamentalmente diferentes dos animais. Fomos criados diretamente da terra à imagem de Deus.

Gênesis 1:26, 29 – O Senhor criou o homem para dominar sobre as coisas que Deus fez. Todas as coisas vivas estão sob os nossos pés (sujeitos a nós).

Salmo 115:14-16 – O Deus que fez o céu e a terra deu a terra ao homem. Ou seja, está sujeita ao nosso controle para usarmos para nossos propósitos. Deus tinha o direito de nos dar este controle porque ele nos fez e fez a Terra.

A falha em entender isso leva à desvalorização das pessoas e à supervalorização dos animais e da Terra.

Evolucionistas, grupos de direitos dos animais, o Movimento da Nova Era e pagãos falham em ver o domínio correto do homem sobre os animais e a Terra.

Alguns vêem a Terra como algo vivo, uma deusa chamada Gaia, então dizem que devemos tentar agradá-la e cuidar dela. Alguns até adoram a Terra.

Para outros matar animais é moralmente igual a matar pessoas, então nós não devemos comer carne, usar roupas de pele, etc. Um aluno da Internet recentemente disse que sua esposa é contra ele caçar porque ela não quer que ele mate animais. Ela quer que ele compre carne no mercado!

Gênesis 9:2-6 – Os animais foram dados nas nossas mãos (nosso controle) e podem ser usados como comida. Os animais não foram feitos à imagem de Deus, mas as pessoas foram.

1 Timóteo 4:3-4 – Algumas pessoas proíbem comer carne mas Deus criou-os para serem recebidos com ações de graça.

Matar um animal não corresponde moralmente a matar um homem. Por que? Por causa da doutrina da criação! Os animais e a Terra foram criados por Deus para estarem sujeitos ao nosso controle. Isso não justifica crueldade, desperdício ou outras formas de má administração, mas justifica usarmos eles para o nosso bem.

A falha em entender e acreditar na doutrina bíblica da criação leva à falha em entender nossa posição no universo. O que poderia ser mais básico que isso?!”.

 

Tudo o que falamos acima é importante no contexto do termo considerado, “o princípio” pois  se não conseguirmos entender o princípio, como entenderemos o fim?

Agora entraremos num ponto de muitas discussões. O relato bíblico atribui a criação a Deus, o texto continua:

 

2 – DEUS...

           

A bíblia não foi escrita para “provar” a existência de Deus, mas inicia declarando que DEUS é real. Tudo que existe foi criado por Ele.

A verdade é que nem todos pensam assim. Existem aqueles que negam até mesmo a existência de Deus, os chamados “ateus”, que expressam suas convicções com palavras que deixariam pasmos aqueles que aceitam a revelação da bíblia. Analise por exemplo o que diz a escritora La Sagesse em seu livro Jesus Cristo Nunca Existiu”. Observe os  negritos.

“Homem ateu é assim chamado aquele que não crê em Deus. Etimologicamente, "Theos", do grego significa Deus. Anexando-se o prefixo "a", o qual indica ausência ou negação, teremos ateu, isto é, sem Deus. No mundo moderno onde vivemos, no qual impera a razão, a lógica e o conhecimento científico, não nos é mais possível estabelecer diferença essencial entre ateus ou crentes. Os que acreditam em um Deus materializável, prosternando-se e orando diante de seus altares, em seus templos, são também verdadeiros ateus. Apenas, deste fato não se dão conta. A seguir, tentaremos explicar o nosso ponto de vista.

O homem primitivo, sentindo-se indefeso diante do mundo hostil que o rodeia e que desconhece, a tudo teme. Apavoram-no os fenômenos da natureza, tais como as tempestades, os trovões, os relâmpagos e tantos outros os quais julga ser a manifestação digna de um Ser Supremo, muito poderoso e desconhecido. Então, na sua impotência para controlar a natureza, e não encontrando explicações razoáveis para os acontecimentos, volta-se o nosso homem para aquele Ser Poderoso que imagina comandar o mundo. Submisso e suplicante, implora-lhe perdão pelas faltas cometidas, simula preces e oferece-lhe sacrifícios. Com isso, supõe aplacar a ira dos deuses e ganhar-lhes sua benevolência para dias vindouros, Está assim, lançada a semente da religião que no decorrer do tempo irá ganhando novas formas e sofrerá modificações, de acordo com o próprio homem, suas necessidades e aspirações. Então perguntaremos, diante de que ou de quem ajoelha-se o homem? Diante de Deus? Não. Por incrível que pareça, o homem ajoeIharia-se ainda hoje, diante do altar rústico, erguido pelo temor do homem primitivo castigado pelas forças adversas da natureza, e impotente para contê-las. Não é lógico que o homem que evoluiu conseguindo maravilhas, obtendo os meios necessários para definir e mesmo refrear os furores da natureza, paradoxalmente continue praticando os cultos de desagravo, criados pelos amedrontados ancestrais. Concluímos do que acima foi dito que os religiosos de qualquer espécie são ateus, porquanto, de acordo com a própria etimologia da palavra ateu, continuam sem Deus. Isto é verdadeiro, porquanto, não é possível a ninguém ter algo inexistente, no caso o Ser Poderoso, Deus ou deuses, conforme prefiram. A medida em que o homem foi evoluindo, promoveu sua organização social, inclusive a religiosa. E o homem permaneceu contrito, ajoelhado diante de Deus e do sacerdote. Aos poucos, vai a religião tornando-se um ótimo e cômodo meio de vida para a minoria privilegiada composta pelos sacerdotes, verdadeiro comércio com o qual o povo tem sido espoliado através dos tempos. Surgiram deuses e religiões idealizadas pelos espertos, afim de satisfazer a todos os gostos e tendências. Até o século IX, os estudiosos do assunto já haviam catalogado nada menos de 60 mil deuses, sob as mais variadas formas, desde a de animal, semi-animal, até atingir o aspecto integral do corpo humano. Criaram deuses como Baco, o deus do vinho, homenageado com tremendas bebedeiras. Vênus, a deusa do amor. Para reger a cada ato da vida, foram criados deuses especiais; inclusive para cada fenômenos da natureza. Apesar do fervor com o qual os deuses têm sido incensados através dos tempos, jamais se conseguiu provar que a fé a eles devotada tenha melhorado a sorte do homem e do mundo. Por isso somos levados a crer que todos aqueles que têm adorado aos deuses têm perdido o seu precioso tempo. O homem com o poder de sua inteligência e imaginação, vai aos poucos adquirindo e sistematizando os seus conhecimentos, tornando-os cultura e ciência. Gradativamente vai levantando o véu do mistério que lhe obscurecera a razão. A explicação dos fatos fundamentada ria ciência, liberta-o dos temores. O conhecimento científico, alijando as trevas da ignorância, leva-nos a compreender que os milhares de deuses dos quais temos tido conhecimento, são produtos de mentes férteis e pretensiosas como a do clero e outros interessados em lucros fáceis. A total ausência de uma intervenção direta de Deus nos destinos do homem e do mundo, é prova de que o clero conduz o homem por caminho errado. Valendo-se da boa fé do povo incauto é que o clero, em todos os tempos tem desenvolvido sua atividade parasitária, chorando tanto quanto possível a economia humana. Assim, pode desfrutar de boa vida, luxo e palácios, praticamente sem trabalhar, com o dinheiro que o homem religioso passa-lhe ás mãos, julgando assim comprar sua entrada no céu. O sacerdote é sempre categórico em suas afirmações diante do crente, mostrando-se, contudo, reticente e cauteloso em face do conhecimento científico do homem de saber aprimorado. A este falará sobre tudo, mas, evitará abordar o que se refere a Deus, religião ou teologia. Tendo ultrapassado a época do medo, a raça humana não se libertou totalmente do sentimento religioso, porquanto, existem os que se valem do nome de Deus e das religiões para viverem ociosamente, desfrutando de boa posição e respeito, sem contudo, dar aos homens qualquer contribuição que lhes aproveite para sua felicidade e bem estar. Apenas a promessa de uma boa vida futura, após a morte. Todavia, até esta ser-lhe-á garantida apenas com a condição de suportar, pacientemente, muitos sofrimentos em sua passagem pela terra. Ora, são promessas vãs e mentirosas. Será que o sacerdote daria para alguém o Reino dos Céus, se dele dispusesse? Tudo nos leva a crer que não. Não acreditamos que as religiões possam desaparecer tão cedo da face da terra, apesar do aprimoramento, sempre em expansão do conhecimento científico. As religiões não morrem, modificam-se. Desde os primórdios da humanidade, o aparecimento sempre de novos deuses e modalidades de culto, justificam tal afirmativa. Em vista de tantas e tais modificações, é que chegamos a era do advento de Cristo e do cristianismo, religião esta abraçada por boa parte da população do mundo atual, em suas variadas ramificações. E qual o fundamento sobre o qual foi criada a religião cristã? Nada tem de positivo, palpável ou verdadeiro. É apenas uma lenda o nascimento de Jesus, como toda a vida e os atos a ele imputados. Aqueles que criaram o cristianismo sequer primaram pela originalidade, porquanto, a lenda que envolve a personalidade cie Jesus Cristo é apenas copia de tantas outras que relatam o nascimento e tudo quanto se referiu aos deuses criados pelos antigos, tais como Ísis, Osíris, Hórus Átis. Apolo, Mitra, etc. O homem do nosso século tem, forçosamente, de ser prático. Daí, não poderá fundamentar os atos de sua vida em lendas ou mitos. As lendas possuem, evidentemente um grande valor fazem parte do folclore dos povos, influindo na formação de suas culturas. Entretanto, o seu valor cultural não deve ultrapassar o limite lógico e aceitável”.

 

Diante de tais declarações nos pomos a pensar sobre a grande necessidade de conhecermos as doutrinas bíblicas. O grande problema é que a cada dia os cristãos estão menos conscientes de sua responsabilidade diante daqueles que precisam conhecer a verdade que liberta.

           

 

A EXISTÊNCIA DE DEUS.

 

No livro de Gênesis Deus é conhecido por vários nomes, além do termo geral “Deus” e do nome pessoal “Yahweh”, o que se pode notar é que os nomes que identificam o criador tencionam revelar facetas do seu ser ou comemorar um momento especial de encontro:

            2.1 – Altíssimo-14:18-22.

            2.2 – Todo Poderoso- 17:1.

            2.3 – Eterno - 21:33.

            2.4 – Deus que vê - 16:13.

2.5 – Deus de Israel - 33:20.

2.6 – Deus de Betel - 35:7. 

 

Documentos Batistas sobre a doutrina de Deus.     

 

II – Deus

 
O único Deus vivo e verdadeiro é Espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente, e onipresente; é perfeito em santidade, justiça, verdade e amor.1 Ele é o criador, sustentador, redentor, juiz e Senhor da história e do universo, que governa pelo seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu eterno propósito e graça.2 Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições.3 Por isso, a ele devemos todo o amor, culto e obediência.4 Em sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas mas sem divisão em sua essência.5


1. Dt. 6:4; Jer.10:1; Sl 139; I Co. 8:6; I Tm. 2:5,6; Êx. 3:14; 6:2,3; Is. 43:15; Mt. 6:9; Jo. 4:24; I Tm. 1:17; Ml. 3:6; Tg. 1:17; I Pe. 1:16,17
2. Gn. 1:1; 17:1; Êx. 15:11-18; Is.43:3; At. 17:24-26; Ef. 3:11; I Pe. 1:17
3. Êx. 15:11; Is. 6:2; 57:15; Jó. 34:10
4. Mt. 22:37; Jo. 4:23,24; I Pe. 1:15,16
5. Mt. 28:19; Mc. 1:9-11; I João. 5:7; Rm. 15:30; II Co. 13:13; Fl. 3:3.

 

 

Outro fato importante é que a expressão DEUS no livro de Gênesis nos remete ao Novo Testamento para entendermos uma doutrina central na Escritura, qual seja, A DIVINDADE DE JESUS CRISTO. Esta é também uma doutrina combatida pela escritora La Sagesse em seu livro Jesus Cristo Nunca Existiu”

                       

“Os pesquisadores que se dedicaram ao estudo das origens do cristianismo, sabem que desde o Século II de nossa era, tem sido posta em dúvida a existência de Cristo. Muitos até mesmo entre os cristãos, procuram provas históricas e materiais para fundamentar sua crença. Infelizmente para eles e sua fé, tal fundamento jamais foi conseguido, porquanto, a história cientificamente elaborada denota que a existência de Jesus é real apenas nos escritos e testemunhas daqueles que tiveram interesse religioso e material em prová-la. Desse modo, a existência, a vida e a obra de Jesus carecem de provas indiscutíveis. Nem mesmo os Evangelhos constituem documento irretorquível. As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus os quais não fazem qualquer referência ao mesmo Por outro lado, a ciência histórica tem-se recusado a dar crédito aos documentos oferecidos pela Igreja, com intenção de provar-lhe a existência física. Ocorre que tais documentos, originariamente não mencionavam sequer o nome de Jesus, todavia, foram falsificados, rasurados e adulterados visando suprir a ausência de documentação verdadeira. Por outro lado, muito do que foi escrito para provar a inexistência de Jesus Cristo foi destruído pela Igreja, defensivamente. Assim é que por falta de documentos verdadeiros e indiscutíveis, a existência de Jesus tem sido posta em dúvida desde os primeiros séculos desta era, apesar de ter a Igreja tentado destruir a tudo e a todos os que tiveram coragem ousaram contestar os seus pontos de vista os seus dogmas. Por tudo isso é que o Papa Pio XII em 955, falando para um Congresso Internacional de História em Roma, disse: "Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história". Emílio Bossi em seu livro intitulado "Jesus Cristo Nunca Existiu", compara Jesus Cristo a Sócrates que igualmente nada deixou escrito. No entanto, faz ver que Sócrates só ensinou o que é natural e racial, ao passo que Jesus ter-se-ia apenas preocupado com o sobrenatural. Sócrates teve como discípulos pessoas naturais, de existência comprovada, cujos escritos, produção cultural e filosófica passaram à história como Platão, Xenófanes, Euclides, Esquino, Fédon. Enquanto isso, Jesus teria por discípulos alguns homens analfabetos como ele próprio te-lo-ia sido, os quais apenas repetiriam os velhos conceitos e preconceitos talmúdicos. Sócrates que viveu 5 séculos antes de Cristo e nada escreveu, jamais a sua existência foi posta em dúvida. Jesus Cristo que teria vivido tanto tempo depois, mesmo nada tendo escrito, poderia apesar disso ter deixado provas de sua existência. Todavia, nada tem sido encontrado que mereça fé. Seus discípulos nada escreveram. Os historiadores, não lhe fizeram qualquer alusão. Além disso, sabemos que desde o Século II, os judeus ortodoxos e muitos homens cultos começaram a contestar a veracidade de existência de tal ser, sob qualquer aspecto, humano ou divino. Estavam assim os homens divididos em duas posições: a dos que afirmado a realidade de sua existência, divindade e propósitos de salvação, perseguiam e matavam impiedosamente aos partidários da posição contrária, ou seja, àqueles cultos e audaciosos que tiveram a coragem de contestá-los.

 

 

CRISTO COMO CRIADOR.

 

Alguns textos que corroboram a doutrina da Criação Cristocêntrica:

No princípio era o verbo (Jesus) e o verbo (Jesus) estava com Deus, e o verbo (Jesus) era Deus. Ele (Jesus) estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele (Jesus) e sem Ele (Jesus) nada do que foi feito se fez”. - Jo.1:1-3.

“Porque nele (Jesus) foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele(Jesus) e para ele(Jesus) E ele (Jesus) é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele (Jesus). -Cl.1:16,17.

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; Hb 1:3.

               

A doutrina da criação apresenta uma realidade que transcende a todo entendimento humano, qual seja:

O Deus que criou o universo é uma triunidade. O termo Deus (elohim = Deuses) em Gênesis 1:26, é, como dizem os teólogos, um plural de Majestade. A conclusão dos textos (Gn.1:1; 1:26; 3:22; 11:7; Jo.1:1; Cl.1:16,17) é obvia: 

 
Documentos Batistas sobre a doutrina de Cristo e Espírito Santo .
 
“Deus Filho

 
Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus. Nele, por ele e para ele, foram criadas todas as coisas.
Sl. 2:7; 110:1; Mt. 1:18-23; 3:17; 8:29; 14:33; 16:16; 27; 17:5; Mc. 1:1; Lc. 4:41; 22:70; Jo. 1:1,2; 11:27; 14:7-11; 16:28

 

Deus Espírito Santo


O Espírito Santo, um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina.1 É o Espírito da verdade.2 Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras.
1. Gn. 1:2; Jó. 23:13; Sal. 51:11; 139:7-12; Is. 61:1-3; Lc.4:19,18 ; Jo. 4:24; 14:16,17; 15:26; Hb. 9:14; I João. 5:6,7; Mt. 28:19
2. Jo. 16:13; 14:17; 15:26

 

 

O texto Sagrado continua a narrativa dizendo que no princípio Deus:

 

 

3 – CRIOU OS CÉUS E A TERRA.

 

A palavra criou de Gn. 1:1, na língua original Hebraica é bara e significa criar do nada. Temos aqui o cerne da doutrina de Gênesis, ou seja, tudo tem origem em Deus, a passagem paralela é Jo. 1:3, que revela que tudo que existe tem um criador. No texto em questão a criação é atribuída a Jesus Cristo.

 

O autor aos Hebreus diz:

 

“Pela fé entendemos que o universo foi formado pela Palavra de Deus, de maneira que o invisível veio a existir das coisas que não aparecem”. (Hb.11:3)

 

E  Paulo declara:

 

“Porque nele (Jesus) foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele (Jesus) e para ele(Jesus) E ele (Jesus) é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele (Jesus). -Cl.1:16,17.

 

            A expressão CÉUS (Shamayin) para o autor de gênesis é uma referência a totalidade das coisas que estão acima de sua cabeça. (Sl.8:3). O que ele tem em mente é que a infinitude do universo estelar juntamente com planeta TERRA (’erets) vieram a existência pelo poder criador da Palavra de Deus. É ponto concorde que o universo é criado antes que a terra.

 

            O relato de gênesis agora trata dos dias da criação. Há muita discussão sobre a literalidade desses “dias”.

            Antes de tratarmos dos dias da criação é conveniente notar o que diz  Derek Kidner em seu livro “Gênesis, introdução e comentário”:

“Na verdade os seis dias que serão descritos agora, podem ser vistos como a contrapartida positiva dos dois gêmeos negativos ‘sem forma e vazia’, emparelhando-os com forma e conteúdo a preenchê-la. Podem expor como segue:

                                               Forma                                                                                 Conteúdo Pleno

Dia 1 – Luz e Trevas                                                        Dia 4 – Luzeiros do Dia e Noite

Dia 2 – Mar e Céus                                                            Dia 5 – Criaturas das Águas e dos Ares

Dia 3 – Terra Fértil                                                            Dia 6 – Criaturas da Terra”.

 

 

            Consideremos aqui a palavra do Dr. Thomas G. Barnes, uma autoridade Cristã sobre a criação, e note suas argumentações a favor da doutrina bíblica da criação.

 

Falsa lógica

A inevitável conseqüência da prática evolucionista é uma doutrinação da lógica ao avesso. A lógica avessa começa pelo extrema errado e vai contra as leis fundamentais da ciência. Para que haja lógica, deve-se aplicar os princípios diretivos já conhecidos. Neste caso, são eles as leis do movimento e da gravidade de Newton.

A aplicação da doutrina evolucionista à origem do universo sempre envolve lógica avessa, o que é tipificado pela assim chamada teoria do Big-Bang. De acordo com essa dominante teoria, o universo começou como uma bola de energia e evoluiu, através do processo de explosão e expansão, até ao nosso belo e super-organizado universo. Se houvesse uma inversão de lógica, então seria assim. Uma explosão não produz ordem, produz desordem! A teoria do big-bang viola todos os princípios diretivos aplicáveis à Física. A multidão de textos que fornecem a explicação big-bang das origens são, na verdade, nada mais do que gafes. O novo dicionário Aurélio descreve a palavra como sendo: "ação e/ou palavras impensadas, desastradas; mancada", e tudo isso se aplica à lógica avessa de doutrinação evolucionista.

A teoria do big-bang não é um caso isolado de lógica avessa na ciência evolucionista, que é inerente à própria doutrina. Tal doutrina defende o princípio de que o grau de ordem menor pode, por si mesmo e por processos desconhecidos, evoluir para uma ordem de grau cada vez maior. São necessários oceanos de gafes para vender essa idéia aos estudantes. É isto que se passa aos alunos através de professores, livros escolares, jornais e informações pelos meios de comunicação. É de fato censura à lógica correta e a alguns importantes fatos da ciência nessa área de educação dos mesmos.

O resultado desta maciça doutrinação é que os estudantes em nossas instituições educacionais estão tão algemados por esse treinamento em lógica avessa que lhes é uma árdua batalha serem criativos e produtivos. Pensar corretamente fica difícil quando se exige de alguém memorizar tantas gafes, além de ter que ser testado no quanto entendeu a respeito delas. Muitos estudantes têm considerado sem proveito questionar a doutrina evolucionista abertamente em classe. Como professor de Física de uma universidade tenho, freqüentemente, apontado as falácias envolvidas na doutrina da evolução. Os estudantes não têm dificuldade alguma em percebê-las e perguntam sempre: "Por que os outros professores não nos disseram isto?" Um deles disse: "Eu sempre soube que isso era tapeação, mas agora sei porque".

Postulado Secreto

Sempre que alguém usa a lógica avessa, isso significa que começou pelo extremo errado. Este é o segredo mais bem guardado de toda a teoria evolucionista. É sintomático que um evolucionista jamais admitirá que seu postulado básico das origens é metafísico e não algo que se pode afirmar ter sido alcançado por meio da ciência. Este autor escreveu recentemente uma carta ao editor de um jornal local, expondo a falta de lógica da posição evolucionista. Aquele editor foi cortês o bastante para publicar toda a carta, exceto uma sentença: "Ainda estou para ver um evolucionista que admita o fato de que seu postulado inicial seja um postulado metafísico". Assim, o jornal fez a sua parte em preservar o segredo da doutrina evolucionista, isto é, que tal doutrina na verdade começou com um postulado metafísico que permanece fora do domínio da ciência.

O catecismo na teoria evolucionista inclui o dogma de que a visão evolucionista é ciência, e a criacionista, religião; este é o motivo pelo qual torna-se intolerável para os meios de comunicação de informação evolucionista, permitira que se traga à baila o assunto do postulado inicial da evolução - postulado metafísico do estágio inicial. Pode-se falar na teoria do big-bang, mas ninguém ouse perguntar: "De onde surgiu a bola de energia?" Quando os defensores do big-bang são realmente pressionados a responder, eles geralmente tramam uma estória sobre um universo anterior oscilante que se contraiu e formou a bola de energia. Porém, quando pressionados a falar sobre a origem derradeira, a discussão é abruptamente interrompida. É fato que o defensor evolucionista nunca admitirá que começou com um postulado metafísico, um postulado de fé. Além disso, a evolução requer uma fé adicional porque a posição evolucionista não é uma posição científica consistente em si mesma. A posição evolucionista requer certo mecanismo hipotético que vai contra as leis fundamentais da ciência.

Os criacionistas têm, freqüentemente, fugido do postulado inicial, a saber, a criação especial pelo Criador. Este é o postulado que faz da posição criacionista uma posição consistente e a partir do qual o universo pode então estar funcionando de acordo com as leis fundamentais da ciência. por que deveríamos fugir deste postulado básico, baseado em uma fé que é muito real para nós, e deixar que o evolucionista prossiga sem reconhecer que seu postulado místico de origem é baseado em uma fé para a qual não há esperança?

Filosofia do Juízo Final

Pode-se ter certeza, no que diz respeito à ciência de que o universo está enfraquecendo e indo em direção à morte. Esta será a condição na qual toda a energia do universo estará tão reduzida que não mais será útil. O sol e as estrelas terão se queimado, não haverá correntes de água, não haverá vida. Se não houvesse Deus, esta condição fatalmente viria a existir. A filosofia do juízo final está inerente na evolução, mas evolucionistas recusam-se a admiti-la.

O evolucionista não dispõe de meios científicos para explicar a origem do universo ou a maneira como evitar que ele pereça, isto é, se pudesse, antes de mais nada, ter idéia de como mantê-lo em funcionamento. O evolucionista está em uma situação muito incômoda, tanto científica quanto filosoficamente. As enfadonhas pregações e gafes do tipo das de Carl Sagan são decepções do mais alto grau. Não há nada digno de glória na doutrina da evolução, com sua filosofia de que o direito está na força, na sobrevivência do mais apto; o mais forte não seria tão forte em um universo morto. Este é o inexorável fim de todos os processos científicos atuais, desprovidos da intervenção de Deus.

Tais fatos ilustram a desesperança do evolucionista. Ele não pode ser totalmente científico porquanto a ciência, por si mesma, não tem auto-consistência; ela depende de uma origem que permanece fora do seu domínio. O universo tinha de ser finalizado de alguma maneira e não pertence à ciência a auto-condução de menos complexo até o mais complexo. A única coisa fora do alcance da ciência que faz sentido para a realização dessa proeza é a ação criadora do Deus Todo-poderoso.

Posição Consistente

Os criacionista não têm as respostas, mas apenas uma posição consistente. Tem sido um grave erro por parte dos criacionistas deixarem-se intimidar pelos evolucionistas em sua acomodação. Temos uma posição científica e biblicamente lógica e não há necessidade de nos apartarmos dela. Há coisas nas quais temos de reconhecer a ação de Deus, notavelmente a criação original e o dilúvio de Noé. Tais elos de Deus dão consistência às explicações das observações atuais.

É perigoso tentar injetar explicações científicas à semana da criação. Certamente a obra de Deus durante essa semana transcendeu qualquer coisa reconhecida hoje por nós como ciência. Deveríamos ficar pasmados com isso e satisfeitos por podermos considerar somente aqueles processos da ciência que foram postos em efeito por Deus depois que o universo foi criado e totalmente finalizado.

A criação fiat responde a muitas questões que a ciência por si não pode responder. Os cientistas criacionistas apreciam pesquisas tais como a do Dr. Robert Gentry, sobre radiohalos, os quais parecem provar ter havido Polônio 218 primordial nas rochas graníticas. Esta é uma verdadeira evidência científica da ordem da criação das rochas graníticas da terra. Ela fornece consistência ao período entre a criação e a evidência científica presente.

Idade Jovem

Na opinião deste escrito, os criacionistas estão perdendo tempo ao se empenharem em tentar refutar cada uma das gafes da linha evolucionista. A mais forte refutação à posição evolucionista é a idade jovem do universo e da terra; isto refuta toda a gama da evolução de uma só vez. hoje em dia há amplas evidências científicas para sustentar firme essa posição de uma idade jovem. É um erro deixar que os evolucionistas prossigam sem ter que enfrentar as fortes evidências científicas de uma terra jovem. Eles, evidentemente, preferem jogar uma enxurrada de gafes ao invés de considerarem um tema tão profundo como este. Qualquer cientista criacionista que conhece o assunto e se recusa a comprometer-se com uma idade jovem tem que ser capaz de demolir a doutrina evolucionista apoiando-se nas muitas e fortes evidências de uma idade jovem para a terra, lua, sol e cometas de curto período. Os evolucionistas não têm respostas válidas para tais evidências.</FONT

Sumário

A doutrina evolucionista não é apoiada por uma lógica científica correta, estando inerentemente ligada a uma lógica "ao avesso", uma lógica falsa.

Não há mecanismos válidos para a produção da evolução. Isso não é surpreendente porque todas as leis aplicáveis da ciência envolvem processos que correm em sentido contrário aos pressupostos processos evolucionistas.

A doutrina evolucionista tem sido mantida à tona por doutrinação. Suas pregações, quando cuidadosamente analisadas, não passam de gafes.

Tem havido, de fato, uma censura às evidências científicas que apoiam a posição da criação.

Doutrinadores evolucionistas nunca admitem que seu postulado básico é um postulado metafísico, um postulado de fé, fora do domínio científico.

A filosofia evolucionista é uma filosofia de juízo final.

A posição dos criacionistas é consistente na medida em que admite a criação especial pelo Criador e, subseqüentemente, emprega análise científica aos processos que tomam lugar após a criação.

A consistência requer a ratificação de um dilúvio mundial em tempos relativamente recentes. Estes são um auxílio e não um obstáculo para o verdadeiro entendimento da geologia.

As evidências de uma idade jovem para o universo e a terra fornecem uma forte refutação a toda a gama de evolução não devem, portanto, ser negligenciadas.

Dr. Thomas G. Barnes é Professor Emérito de Física na Universidade do Texas em El Paso, bem como ex-deão da escola de pós-graduação do ICR. Autor de diversos livros, entre eles um livro-texto de Física de larga utilização nos EUA: "Foundations of Electricity and Magnetism".

 

            Voltemos ao relato da criação considerando os dias e aquilo que foi criado neles.

 

            3.1 – O PRIMEIRO DIA (1:3-5)

           

            O livro de Gênesis nos informa: “A Terra era sem forma e vazia...”.  A idéia é que ela era esférica mas sem montanhas, vales, oceanos, continentes e desabitada. A terra era uma grande  “bola de água”. Não havia luz, era uma escuridão total. Uma grande camada de nuvens e vapor sobre a terra evitava a entrada de luz. E Deus disse: HAJA LUZ (Fiat lux – Da vulgata). É importante sabermos que o texto não nos autoriza a entendermos que Deus está criando a luz pela primeira vez, a expressão refere-se a penetração da luz sobre a terra.

 

 

            3.2 – O SEGUNDO DIA (1:6-8)

           

            Deus prossegue criando o firmamento que é o espaço entre águas e águas (cf.Pv.8:28; Gn.1:20).

 

           

 

3.3 – O TERCEIRO DIA (1:9-13)

           

            Agora a terra é capacitada a produzir aquilo que lhe é próprio, visto que porção seca apareceu. O verso 11 diz literalmente: “Produza a terra vegetação...”.

 

            3.4 – O QUARTO DIA (1:14-19)

           

Esse dia marca o aparecimento dos luminares sol e lua. A questão é se esses luminares são criados nesse dia, o quarto, o assunto tem sido compreendido assim: “Deus já havia criado os luminares (Sol e Lua), mas agora, no quarto dia estava posicionando-os nos seus lugares trazendo assim a marcação do que chamamos dia e noite. As funções dos luminares são conhecidas, o sol governaria o dia e a lua a noite, também teriam como finalidade servir de sinais para tempos determinados e para dias e anos”. (Gn.1:14).

 

3.5 – O QUINTO DIA (1:20-23)

 

No quinto dia surgem os peixes e as aves, tudo em abundância e segundo a sua espécie. É digno de nota que a expressão “aves” pode ser entendida (traduzida) também como “coisas voadoras”, o que pode ser incluídos os insetos, e a palavra “peixes” pode também ser traduzida por “Animais marinhos”. Tudo isso nos leva a um legue maior na citação dos seres criados.

 

3.6 – O SEXTO DIA (1:24-31)

 

O sexto dia marca a criação dos animais domésticos selváticos dos répteis e do homem. O grande marco desse relato é a criação do homem, que sem sombras de dúvidas foi feito de maneira sublime. Em comparação com os animais, o homem é colocado em posição à parte por seu ofício (1:26,28; 2:19; cf. Sl.8:4-8; Tg.3:7) , também por sua natureza (2:20), todavia o homem destaca-se de toda a criação por causa de sua relação com Deus. Destaco:

1 – A criação do homem não é iniciada com a formula habitual “Haja...” o termo que aparece é “Façamos”. O que vem demonstrar sua importância.

2 – Toda a criação foi feita “Segundo a sua espécie”. O homem foi criado “à Semelhança de Deus”.

3 – O gênero é enfatizado “Macho e Fêmea”.

4 – O Homem ganhou domínio sobre o restante da criação.

 

 

CONCLUSÃO

 

O relato da criação nos mostra que o homem foi criado para dominar sobre  os mares, o céu e a terra e tudo que neles existe. O homem não é uma espécie de macaco evoluído, mas é a própria imagem de Deus, que está refletido na sua aptidão moral e intelectual.

A bíblia é categórica em afirmar “NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA”. É fato e aceitamos pela fé. (Hb.11:3)

A nossa base de argumentação sobre o assunto criação é a bíblia. Temos por certo que TUDO que temos na bíblia é a mais absoluta verdade e nos firmamos nelas. A bíblia é para os cristãos “ORTODOXOS” , não falo de uma facção de “Roma”, mas daqueles que são verdadeiros crentes, A PALAVRA DE DEUS.

Portanto a bíblia é TODA a revelação de Deus para os homens. Tudo que Deus deseja que saibamos sobre ele e sua vontade para nós está na bíblia. Firmemo-nos pois na palavra escrita do SENHOR e estejamos prontos para “responder a qualquer um que nos pedir a razão da esperança que há em nós”. (1ªPe.3:15).A conclusão da evidência precedente é que a criação é a prova definitiva de que o Deus da Bíblia é o Deus verdadeiro. É por isso que o reconhecemos como Deus, e por isso que seria errado reconhecer qualquer outra coisa ou pessoa como Deus. A bíblia diz:

  • Os discípulos levantaram a voz a Deus e disseram: “Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.” Atos 4:24
  • As coisas que foram criadas por Deus claramente revelam, não só seu poder mas também sua divindade. Eles provam que ele é Deus e aqueles que falham em reconhecer ele como Deus são indesculpáveis. Aqueles que rejeitam estas verdades cairão mais e mais profundamente no erro e serão rejeitados completamente por Deus Romanos 1:20 (veja versículos 18-32).

 

 

Termino com o último versículo sobre o começo.

 

E VIU DEUS TUDO QUANTO TINHA FEITO, E EIS QUE ERA MUITO BOM...”. (Gn.1:31)

 

 

 

 

 

 

Colaboração

Pr. Davi Ribeiro da Silva.

Igreja Batista Maná-SEDE

 

 

 

 

 

 


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